Esta seção pretende trazer à sua reflexão aspectos muito importantes para a sua qualidade de vida. Por isso, destacaremos aqui, matérias e entrevistas sobre saúde, meio ambiente, lazer, e benefícios do bem estar e bem viver para a sua qualidade de vida.
Onde os eletrônicos vão morrer e matar
Terminada a vida útil nos EUA, Europa e Japão, aparelhos são enviados para países periféricos – Brasil inclusive – e formam pilhas de lixo que enriquecem poucos e intoxicam milhões.
Em junho, a estudante Paloma Ferrarini Trocou de celular, atividade banal para os 39 milhões de brasileiros que fazem isso todo ano. Modelo novo na mão, não teve dúvida: jogou o velho no lixo. Isoladamente, é uma gota num oceano. O problema é o tamanho e a toxicidade que esse oceano vem ganhando. No mundo, a cada ano, 1,5 bilhão de celulares são substituídos. Resultado: a montanha de lixo eletrônico – ou e-waste – aumenta em 50 milhões de toneladas.
É descarte suficiente para carregara uma composição de vagões de trem capaz de abraçar o planeta na altura do Equador. Nos próximos três anos, o “abraço” vai ficar ainda mais caloroso, pois, segundo a ONU, o número deve subir para 150 milhões de toneladas anuais.
Maiores produtores mundiais de e-waste, EUA, Europa e Japão reciclam só 30% do seu lixo eletrônico. O restante é exportado para nações pobres. A justificativa: o refugo estimularia a inclusão digital. A estratégia evita gastos com reciclagem e dribla a legislação ambiental do Primeiro Mundo. Outro objetivo da manobra é escapar da Convenção de Basiléia, assinada por 166 nações (os EUA ficaram de fora), que proíbe os países industrializados de exportar e-waste para as nações da periferia econômica global.
Os principais destinos dessa pilha inútil são a China, alguns países da África, a Índia e o Paquistão, que recebem cerca de 500 contêineres mensais. O Greenpace diz que a desova inclui outros destinatários, como Chile, Argentina e Brasil. Entre as soluções disponíveis, a reciclagem é a mais inteligente. E a recompensa é boa. Há mais ouro em 1 tonelada de PCs do que em 17 toneladas de minério. Mas, para extraí-lo, muita gente se intoxica e morre no processo.
Onde dar um fim digno à sua máquina:
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Comitê para Democratização da Informática (CDI)
ONG pioneira em inclusão digital na América Latina, recolhe anualmente cerca de 5 mil computadores usados para programas de inclusão digital. (www.cdi.org.br)
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Projeto Metareciclagem
Com apoio da CDI de Florianópolis, orienta a população sobre como recolher, tratar, reciclar e reaproveitar esses materiais.
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Museu do Computador
Recebe PCs, impressoras, videogames, disquetes, máquinas de calcular e outros eletroeletrônicos para compor o acervo e usar a sucata em oficinas de arte. (www.museudocomputador.com.br)
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Casas André Luiz
Aceita qualquer eletroeletrônico, esteja ou não funcionamento, e o recolhe gratuitamente – 0800-773-4066. (www.andreluiz.org.br)
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